Durante anos, laboratórios externos nos forneceram dados confiáveis sobre polifenóis. O problema nunca foi a confiabilidade, mas sim o tempo. Os resultados chegavam depois que o lote já havia sido produzido, embalado ou estava a caminho do seu destino.
Esta campanha altera essa sequência. A PONS incorporou um cromatógrafo líquido de alta eficiência (HPLC) em seu laboratório em Lleida, integrado diretamente à linha de moagem. A análise fenólica deixa de ser um relatório posterior e passa a ser uma leitura que acompanha o processo de moagem em tempo real.
Mikel San Rafael, chefe do laboratório PONS, explica em primeira pessoa o que mudou desde que a HPLC passou a fazer parte do processo de moagem.
O laboratório da PONS em Lleida agora analisa os polifenóis do azeite extra virgem usando HPLC em tempo real, integrada à própria linha de moagem.
O que a PONS ganha ao analisar durante a colheita, e não depois?
Um laboratório externo pode ser preciso. O que ele não pode oferecer, por definição, é velocidade de reação durante a campanha. Com a HPLC dentro da fábrica, a diferença é clara:
- 01 · Dados específicos para cada lote
Cada lote de azeitonas que entra no lagar tem sua própria leitura fenólica específica e rastreável, não uma estimativa de campanha ou uma média varietal.
- 02 · Causa e efeito, no mesmo dia
Um parâmetro de moagem é ajustado, seu efeito sobre os polifenóis é verificado em poucas horas e corrigido no lote seguinte, não na próxima safra.
- 03 · Há espaço para manobras enquanto a colheita permanece aberta
Se um lote apresentar um teor fenólico abaixo da meta estabelecida, ainda há tempo para ajustar o processo para os lotes subsequentes da mesma variedade antes do final da temporada.
Uma metodologia validada pela Universidade de Lleida.
A metodologia aplicada no novo laboratório é validada juntamente com a Grupo de Pesquisa Antioxidante da Universidade de Lleida (UdL), Fundada em 1995, a empresa é especializada no desenvolvimento e validação de métodos analíticos para polifenóis e outros compostos bioativos, com quase 100 publicações internacionais (ISI) sobre o tema. Essa validação permite que cada leitura seja tratada como um dado de controle de qualidade, e não apenas como um guia de referência.
Em paralelo, está sendo realizado um estudo de caracterização varietal com a UdL.
Para nossos clientes: dados verificados por trás de cada lote.
Para quem compra o azeite extra virgem PONS, o resultado prático é este: por trás de cada lote existe um teor de polifenóis verificado e específico, não uma média de campanha ou uma estimativa varietal. Esta é a diferença entre um azeite com ficha técnica e um azeite cuja ficha técnica é verificada lote a lote, durante o próprio processo de moagem.
Perguntas frequentes
O que é HPLC e o que ela mede no azeite?
A cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) separa e quantifica os compostos fenólicos do azeite extra virgem, incluindo os polifenóis responsáveis pela sua estabilidade e pelo seu perfil sensorial amargo e picante.
Por que é importante analisar os polifenóis durante a colheita e não depois?
Porque permite ajustes no processo de moagem enquanto a campanha ainda está em andamento. Uma análise que chega semanas depois serve apenas para documentar um lote que já foi concluído; uma análise em tempo real permite ajustes no próximo lote.
Quem validou a metodologia do laboratório PONS?
O Grupo de Pesquisa em Antioxidantes da Universidade de Lleida (UdL) é especializado em métodos analíticos para polifenóis desde 1995.